Como lidar com a incerteza de forma positiva na vida
- Comunicação - Esther Feola

- 24 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
Abrir espaço para o que não se sabe pode tornar a incerteza um solo fértil para o novo.

A incerteza tende a causar desconforto. Diante do que escapa ao controle, surge o impulso de decidir rápido ou preencher vazios com certezas forçadas. Mas e se, em vez de evitar a dúvida, fosse possível acolhê-la como parte natural da vida?
Aprender como lidar com a incerteza de forma positiva não é ignorar o medo, e sim permitir que ele conviva com curiosidade, flexibilidade e confiança no que ainda está se formando.
Há uma força sutil no ato de não saber. Quando as certezas cedem, abrem-se frestas para novos jeitos de enxergar, sentir e agir. A vida nunca foi uma linha reta.
Quando se abandona o controle rígido, surgem possibilidades que antes passavam despercebidas — encontros, ideias e caminhos que só florescem no espaço deixado pelo incerto.
O intervalo fértil entre o que foi e o que virá
Entre uma perda e uma conquista, existe um intervalo. É nesse espaço que muitas pessoas se sentem perdidas — mas é justamente ali que a transformação começa a acontecer. A incerteza, longe de ser apenas ausência de direção, pode se tornar terreno fértil para a reinvenção. Não saber exatamente o que fazer pode ser o primeiro passo para descobrir o que realmente importa.
Em vez de pressa por respostas, talvez seja mais sábio cultivar escuta. Escutar o que está mudando dentro, o que deixou de fazer sentido, o que pede renovação. A pausa entre uma etapa e outra não precisa ser preenchida com ansiedade.
Pode ser um tempo de silêncio produtivo, em que o novo vai sendo gestado com delicadeza, até que esteja pronto para emergir.
Como lidar com a incerteza de forma positiva
Viver com presença não é garantir estabilidade eterna, mas aprender a caminhar mesmo sem ver o caminho todo. A confiança não precisa de garantias; ela se sustenta na experiência de já ter atravessado outras instabilidades e, mesmo assim, continuado.
Essa memória interna de resiliência serve como âncora quando o chão parece incerto. A forma como se conversa consigo mesmo nesses momentos é determinante. Em vez de julgar a dúvida como fraqueza, pode-se acolhê-la como sinal de sensibilidade. Em vez de buscar soluções apressadas, pode-se esperar até que as escolhas se revelem com mais clareza.
Não se trata de passividade, mas de maturidade emocional para entender que nem tudo precisa ser resolvido imediatamente.
Novas respostas exigem novos espaços
A incerteza não marca o fim da estabilidade, mas o início de uma flexibilidade mais genuína. É ela que permite mudanças de rota, reconexões e recomeços. Quando se abandona a busca por um plano perfeito, surge espaço para um viver mais autêntico — menos fixado no controle e mais presente no agora.
Cultivar uma relação mais positiva com a incerteza também é um gesto de otimismo. Um otimismo que não nega as dificuldades, mas aposta no desconhecido como terreno criativo.
A beleza de não saber está em perceber que o inesperado não é só ameaça, mas também convite — para se reinventar, deixar o antigo ir e acolher o que ainda não tem nome, mas logo pode ganhar forma e sentido.
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