Como cultivar gratidão em tempos de frustração
- Comunicação - Esther Feola

- 17 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
Mesmo quando os planos falham e a decepção parece ocupar todo o espaço, ainda é possível encontrar presença, sentido e força na gratidão.

Nem tudo camgrinha conforme o planejado. Existem períodos em que o esforço se esgota sem resultado, os planos se desfazem e a sensação de fracasso parece tomar o lugar da esperança. É nesses momentos que a frustração se apresenta com mais força, lançando dúvidas sobre o próprio valor, sobre o caminho escolhido e sobre a possibilidade de recomeçar.
Por mais paradoxal que pareça, há um tipo de força que pode nascer exatamente aí: a capacidade de agradecer mesmo quando as coisas não saem como se gostaria.
O que resiste quando o que se queria falha
Gratidão, nesses contextos, não é conformismo. Tampouco exige negar a dor ou fingir contentamento diante do que machuca. Trata-se de reconhecer que, mesmo no meio do desconforto, há algo que permanece — algo que resiste e sustenta.
Talvez não seja visível à primeira vista. Talvez esteja nos detalhes mais simples: alguém que ouve sem julgar, um gesto de cuidado que chega na hora certa, um pouco de fôlego para continuar tentando no dia seguinte.
A frustração tem a tendência de restringir o olhar, fazendo parecer que tudo está errado, que nada deu certo, que não vale mais a pena. E, em contrapartida, a gratidão desafia essa visão estreita.
Ela propõe um tipo de presença que não ignora a perda, mas também não deixa que ela se torne a única narrativa. É uma forma de lembrar que a vida é mais do que os resultados que se esperava obter.
Gratidão em tempos de frustração é resistência emocional
Exercer gratidão nos dias bons é simples, mas quando tudo desanda, ela vira escolha. Escolha de não endurecer por dentro, de não se entregar ao cinismo, de não deixar que a dor apague tudo que ainda é possível sentir.
Praticar a gratidão em tempos de frustração não precisa ser grandioso. Pode ser silencioso, íntimo, quase imperceptível. Um pensamento breve, uma memória boa, uma percepção que surge sem alarde e oferece algum consolo.
Essa prática não substitui o processo de lidar com a frustração. Ela caminha junto, permite respirar no meio da confusão, encontrar estabilidade mesmo em solo instável.
Acolher o que doeu, sim — mas também perceber o que amadureceu, o que foi poupado, o que cresceu em silêncio. Porque, às vezes, o que não acontece como esperado é justamente o que ensina a ver a vida por outro ângulo.
A reconstrução começa quando o olhar muda
Aos poucos, essa prática transforma. Não muda os fatos, mas modifica a relação com eles. Ao reconhecer o que ainda existe de valor no meio da crise, o olhar se amplia, a rigidez se dissolve e o caminho volta a aparecer. Mesmo que seja outro. Mesmo que pareça mais lento.
A gratidão não apaga a frustração, mas oferece um chão mais firme para atravessá-la. Um chão feito de lembrança, presença e um fio de confiança no que ainda pode ser. Quando se aprende a agradecer sem que tudo esteja bem, descobre-se uma força que não depende das circunstâncias para existir.
Uma força que acolhe a vulnerabilidade como parte do processo e que encontra sentido mesmo nas partes do caminho que machucam. Porque, no fim das contas, a gratidão não é um prêmio para quem venceu — é um recurso precioso para quem decide continuar.
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